Israel ignora cessar-fogo e ataca Líbano; 'acordo não tem sentido', diz Hezbollah

O parlamentar do Hezbollah Ali Fayyad afirmou nesta sexta-feira (24/04) que o acordo renovado de cessar-fogo “não tem sentido” enquanto o Exército de Israel continuar atacando o território do Líbano, no que descreveu como uma “destrutiva aniquilação das vilas e cidades fronteiriças libanesas”.

Citado por veículos como Al Mayadeen e An-Nahar, Fayyad assegurou que “todo ataque israelense dá à resistência o direito de responder”, voltando a destacar que qualquer tratado de trégua que não leve à retirada completa das tropas do regime sionista justifica uma contraofensiva.

A extensão do cessar-fogo para mais três semanas foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de quinta-feira (23/04). O acordo foi alcançado após uma reunião na Casa Branca entre os representantes de alto escalão do Líbano e de Israel. Apesar disso, logo nas primeiras horas do dia, o regime sionista voltou a violar a tratativa e a atacar localidades libanesas sob pretexto do combate a um “grupo terrorista”.

O Exército de Tel Aviv atingiu nesta sexta-feira as cidades de Touline, Khirbet Selm e Majdal Zoun, de acordo com o portal The Middle East Eye. Por sua vez, o Hezbollah informou ter abatido um drone israelense sobre a cidade costeira de Tiro.

Em entrevista televisionada, o embaixador de Israel nas Nações Unidas (ONU), Danny Danon, havia afirmado que a situação do cessar-fogo recentemente renovado com o Líbano “não estava 100 por cento” apesar do anúncio de Trump. “Toda vez que vemos uma ameaça, tomamos uma atitude”, disse o diplomata.

Mesmo durante o cessar-fogo anterior, implementado em 17 de abril, o regime de Israel continuava atacando o sul libanês. Denunciado como “crime de guerra” pelo governo do Líbano, nesta semana, um ataque israelense matou a jornalista libanesa Amal Khalil, repórter do jornal Al-Akhba

Zona tampão
De acordo com a emissora catari Al Jazeera, a zona militar implantada por Israel dentro do sul do Líbano levanta “temores de que esteja consolidando sua ocupação sob a cobertura do cessar-fogo com o Hezbollah, replicando o modelo da ‘Linha Amarela’” imposto pelo mesmo regime sobre a Faixa de Gaza. Essa zona tampão representa cerca de 6% do território libanês e, dentro dessa faixa, Tel Aviv continua suas operações apesar do cessar-fogo.

Em Washington, a delegação libanesa pediu que Israel interrompa as demolições em massa de casas na zona tampão. Segundo o portal France Info, moradores da região afirmam presenciar bombardeios israelenses diariamente e relatam a instalação do Exército em pontos estratégicos da área.

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