'Antros de corrupção' tomaram estruturas do Estado, diz procurador, após operação no Instituto Rio Metrópole

Para o procurador-geral de Justiça do Rio, Antônio José Campos Moreira,
o esquema envolvendo contratos do Instituto Rio Metrópole (IRM) — autarquia
vinculada ao governo estadual do Rio — é um retrato dos “antros de corrupção”
criados dentro das estruturas do governo do estado. Numa operação do Ministério
Público do Rio (MPRJ) nesta quinta-feira, seis pessoas foram presas, incluindo
o presidente da instituição, Davi Perini Vermelho, o Didê.

 

Moreira destacou que o Comitê Integrado de Investigação Financeira e
Recuperação de Ativos (Cifra) — força-tarefa entre os governos federal e
estadual — detectou movimentações financeiras atípicas. Em seguida, Caroline
Soares Barros, diretora-presidente do Instituto Bio e fiscal do IRM, foi presa
pela Polícia Civil em Teresópolis quando sacava R$ 500 mil em espécie, com
direito a escolta armada. A polícia, então, acionou o Ministério Público.

 

 











— Já havia essa prisão em flagrante e essa movimentação atípica quando
nos foi encaminhada essa documentação, que revela algo que lamentavelmente está
se tornando muito claro. Isso talvez explique a situação de dificuldade
financeira pela qual o nosso estado passa há décadas: inúmeras estruturas do
Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptados por
delinquentes e marginais — declarou o procurador. — (Criminosos) Transformando
essas estrututras do Estado em antros de corrupção. Cooptando estruturas
estatais para o desvio de verbas públicas, sempre em benefício pessoal,
próprio, de organizações criminosas que se infiltraram no estado.

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