A secretaria
destacou que a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se
manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por
Hantavírus. A transmissão para humanos acontece, na maioria das vezes,
pela inalação de partículas presentes na urina, nas fezes e na saliva de
roedores silvestres infectados.
“As infecções
ocorrem principalmente em áreas rurais, geralmente associadas a atividades
ocupacionais ligadas à agricultura e ao contato com ambientes infestados por
roedores.”
Os sintomas
iniciais incluem febre, dores no corpo, cefaleia, dor lombar e dor
abdominal. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para
dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e
queda da pressão arterial.
Não há tratamento
específico para a hantavirose. O atendimento é baseado em medidas de suporte
clínico, conforme avaliação médica.
Medidas de prevenção
A secretaria
reforçou ainda a importância de medidas de prevenção, sobretudo em áreas
rurais. Entre as principais orientações estão:
- manter
alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores;
- dar destino
adequado ao lixo e entulhos; manter terrenos limpos e roçados ao redor das
residências;
- não deixar
ração animal exposta; retirar diariamente restos de alimentos de animais
domésticos;
- evitar
plantações muito próximas das casas, mantendo distância mínima de 40
metros.
Outra recomendação
é ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados, como paióis, galpões,
armazéns e depósitos."Antes da limpeza desses espaços, a orientação é
umedecer o chão com água e sabão, evitando varrer a seco, para reduzir o risco
de suspensão de partículas no ar”, concluiu a pasta.
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