O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB) decidiu que não será candidato à Presidência da República em 2026. Segundo ele, o anúncio oficial de sua candidatura ao governo do Ceará será feito em 16 de maio, sábado.
Ao g1 nesta segunda-feira (11), durante participação no Fórum Otimista Brasil 2026, organizado pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), Ciro afirmou que, “apesar do amor pelo Brasil”, desta vez pesou mais a decisão de disputar o comando do Ceará.
Ciro Gomes já disputou a Presidência da República em quatro eleições. Em 2022, teve o pior desempenho eleitoral da carreira ao terminar a disputa em quarto lugar, com cerca de 3% dos votos válidos, quando concorreu pelo PDT.
Após retornar recentemente ao PSDB, Ciro afirmou que avaliaria o convite feito pela legenda para concorrer novamente ao Palácio do Planalto. “Eu me obrigo, por respeito, a pensar e amadurecer o assunto, e devo no fim da primeira quinzena de maio tomar essa decisão”, disse à época.
O convite partiu do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, que convidou oficialmente Ciro para disputar a Presidência pela sigla em 2026. O ex-governador afirmou ter recebido o convite “com surpresa e alegria”, mas decidiu recusá-lo.
Derrite também participou de evento
Além do ex-,overnador participaram do evento da FAAP Cyro Naufel, diretor de Relações com Investidores da Lopes Brasil; o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP); Diego Soares, secretário municipal de Habitação de São Paulo; e Eduardo Pompeo, CEO da Incorporadora Mundo Apto.
Pré-candidato ao Senado Federal, Derrite palestrou sobre segurança pública no Brasil. Durante sua fala, o parlamentar defendeu penas mais duras para criminosos e afirmou que “bandido bom é bandido preso”.
“Eu não sou do tipo que defende que bandido bom é bandido morto. Pelo contrário, bandido bom é bandido preso. Também acho que o bandido não pode ficar abandonado numa masmorra abandonado pelo Estado”, declarou Derrite.
Após o painel, Derrite comentou com a reportagem do g1 a decisão do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) de manter candidatura própria ao Senado em São Paulo. Disse que Salles "está no direito" de fazer a reivindicação.
“Sou amigo do Ricardo [Salles] e do André [do Prado], mas, politicamente, eu gostaria que só duas pessoas da direita se candidatassem ao Senado, senão corre o risco de perdermos uma das vagas para a esquerda”, afirmou Derrite.
Nas eleições de outubro, estarão em disputa duas cadeiras de senadores em cada Estado brasileiro.
Questionado se tentará conversar com Salles para reverter a situação, o deputado disse tê-lo procurado antes e que, agora, "apenas Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo] pode resolver".
Na disputa com a família Bolsonaro pelo eleitorado da direita ideológica, Salles afirmou na semana passada que não pretende abrir mão da candidatura ao Senado em favor de André do Prado (PL-SP).
via G1
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