Trabalhadores do sistema complementar fazem protesto e paralisam as atividades

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Cerca de 300 micro-ônibus do Sistema Complementar de Transporte (Stec), que atuam em Salvador, paralisaram as atividades na manhã desta quinta-feira (11). Os trabalhadores reivindicam a regularização dos salários, que estão atrasados há dois meses, e a integração do sistema. Eles fazem um protesto em uma das garagens e fecharam os dois sentidos da Rua dos Franciscanos, no bairro de Dom Avelar.  

Ao todo, 600 trabalhadores, entre motoristas e cobradores, cruzaram os braços. Um dos organizadores do protesto, o motorista Marcos Prazeres, 32 anos, afirmou que a categoria vai permanecer parada até que a situação seja regularizada. Além disso, a categoria pede a integração do sistema a todo transporte público que circula na cidade.

“Somos prejudicados porque pegamos menos passageiros, já que o sistema não aceita a integração com o metrô e nem bilhete único”, afirmou o motorista.

A cobradora Claudenice dos Santos Lima, 36 anos, reclamou também das condições de trabalho. “Estou há dois meses sem salário e ainda trabalho com esse excesso de carga horária. Tenho seis dias trabalhando dobrado, sem parar”, afirmou. Segundo ela, o excesso de trabalho é necessário para garantir folgas aos domingos.

De acordo com os trabalhadores, o salário de um motorista é, em média R$ 1.300, e o cobrador, R$ 880.

O secretário municipal de Mobilidade (Semob), Fábio Mota, afirmou ao CORREIO, que o sistema regular de ônibus está sendo reajustado para atender à demanda de passageiros que depende do sistema. “Desde cedo os itinerários estão sendo mudados para assistir à população”, explicou.

Ainda de acordo com o secretário, a responsabilidade de pagamento dos salários é dos permissionários que operam o sistema, que vão ser multados por causa da paralisação.

Sobre a integração do sistema, Mota afirmou que o processo não depende apenas da prefeitura e a questão ainda está em discussão.

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